Aumentam casos de AIDS em Portugal por causa das drogas

6 Novembro 2009  |  Publicado por Editor BRAHA em Atualidades, Notícias


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Por Victor Grinbaum

Um relatório do Observatório Europeu de Drogas e Toxicodependência (OEDT), divulgado ontem em Bruxelas, revelou que Portugal é o membro da União Européia com o maior número de portadores de AIDS entre consumidores de drogas ilícitas injetáveis.

Juntamente com a Itália e a França, o país também detém maior taxa de mortalidade entre os toxicodependentes. Além disso, a comparação do atual estudo com o último, realizado em 2007, acusa um aumento de 45% nos índices de mortalidade de dependentes químicos, embora o próprio OEDT admita que os métodos utilizados na pesquisa podem “inflacionar” estes números.

O relatório estima ainda que além de Portugal, Espanha, França, Itália respondem juntos por 89% das 2100 pessoas que morreram na UE em 2006 em conseqüência da AIDS adquirida pelo uso de drogas.

O mesmo relatório divulgou que Portugal é uma das principais portas de entrada de cocaína na Europa. O consumo de maconha local é menor, apesar de esta continuar sendo a droga ilícita mais consumida, sobretudo entre os jovens.

No entanto, o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) de Portugal, João Goulão, declara que em Portugal há “uma diminuição significativa das pessoas que consomem drogas injetáveis”, e que “estas são também infecções já com vários anos e que eram desconhecidas”.

Apesar de o número de portugueses consumidores de heroína não ser significativo quando comparado com outros países (0,5% da população), Portugal tem um grande número de “consumos problemáticos”. Mas esta população “estabilizou” e “há poucos jovens” a aderir a esta droga, diz Goulão.

Em consequência daquilo que chama de “democratização” no acesso à cocaína, hoje acontece um “alargamento do uso, em particular, em contextos recreativos”. O aumento do uso de cocaína faz com que, para o IDT, este seja “a preocupação central” em Portugal.

O aumento do número de consumidores “é significativo”. Se em 2001 Portugal reportava 0,6% de consumidores desta droga entre os jovens adultos (entre os 15 e os 34 anos), seis anos depois, o valor chega a 1,2%.

São “modas”, explica o presidente do IDT. “A cocaína ainda tem uma aura de glamour e de sofisticação que a torna apetecível para os jovens”, conclui.

Fonte: http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=13248


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