Por que as Pessoas Acabam Usando Drogas?
7 Outubro 2008 | Publicado por Editor BRAHA em Informações
Imprimir este Post | Enviar por E-mail
Daniela Efeiche Zahr
Os resultados obtidos nos levam a crer que a maioria das pessoas que visitaram o site acreditam que as drogas são utilizadas por algum tipo de influência. Será que isto reflete a realidade? Será que os usuários de drogas são realmente vítimas da influência?
Bem, voltemos um pouco e vamos tentar explicar sobre qual tipo de influência estamos falando.
Os pais, ou nossos modelos do dia a dia, têm um papel importantíssimo em vários momentos de nossas vidas, na educação, na criação de valores, na troca de carinho e de respeito, podendo ser uma influência negativa ou positiva para os filhos. Mas, quantas vezes você já ouviu a frase “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.” ? Bem mais fácil desta forma, não é mesmo? Afinal é só o outro que tem que se cuidar, eu não preciso…
Se os pais soubessem que suas atitudes valem muito mais do que qualquer discurso ou teoria, talvez os nossos adolescentes e adultos de hoje, tivessem outros caminhos a seguir. Pais que fumam, bebem ou usam outras drogas, sem dúvida alguma abrem as portas para que suas crianças vivenciem com naturalidade o uso destas substâncias.
Além disso, as propagandas de bebidas alcoólicas, que esbanjam alegria, liberdade, extroversão, mulheres com corpos esculturais onde o baixo astral da ressaca e o baixo condicionamento físico não passam nem perto. Ou então, as propagandas de cigarro, mostrando o poder, a independência, a conquista gerada pelo ato de fumar, deixando bem escondida a impotência física e psicológica diante de um vícIo que traz malefícios à saúde mais do que conhecidos.
E as famosas “más companhias”, podem influenciar? Sempre é o amigo(a) do meu filho(a) que é a má companhia…você já parou para pensar que o seu filho(a) pode ser a má companhia na visão dos outros pais? Independente de qual for o caso, esteja por perto para não se iludir ou acusar, sem conhecer quem é o seu filho.
Realmente, as drogas só chegam às mãos de alguém através de outra pessoa, seja o traficante, ou o amigo que está nas baladas, ou aquele que faz sucesso, ou aquele que parece tão sensato, ou um namorado(a). Mas ninguém experimenta alguma droga se não tiver ao menos a curiosidade de conhecer, a não ser em casos extremos, onde a pessoa é drogada sem saber, através de bebidas ou alimentos alterados.
Neste momento, entra a curiosidade que foi votada como a segunda causa do uso das drogas. Sem dúvida, a mistura de curiosidade com a adrenalina do medo e da crença de que “comigo nada acontece” e a busca de algum tipo de prazer, acaba impulsionando a pessoa a experimentar a droga. É lógico que não podemos generalizar, cada pessoa tem sua história familiar, momento de vida, oportunidades, personalidade, vida social e financeira, mas estes últimos ingredientes acima, dão o empurrãozinho final para as drogas.
Não é à toa que o período da adolescência é o mais citado quando o assunto são as drogas, pois esta é a fase onde a curiosidade, a busca da independência, a identificação com os amigos ou ídolos, estão super aguçadas. Inclusive a “Síndrome do super-homem”, onde nada de ruim pode acontecer, sou imortal, venço qualquer coisa e salvo qualquer um neste planeta… Mas se pensarmos bem, se até o super-homem tem seu ponto fraco, porque com os nossos adolescentes seria diferente? Cuidado, talvez você não saiba qual é o seu! Ou será que já descobriu?
A depressão e a solidão, que foram menos votados, têm sua participação ligada a outros fatores, como a insegurança, a insatisfação, que ao se acumularem podem facilitar a busca de alívio ou da realização através das drogas.
Como podemos concluir, são vários os motivos que levam as pessoas a recorrer às drogas, mas a questão que surge imediatamente diante disso é: o que faz as pessoas continuarem usando as drogas?
O caminho para que a pessoa obtenha o prazer, ou alívio da insatisfação, através das drogas fica, de certa forma, marcado no cérebro e no organismo dela. Então, ao mesmo tempo em que o cérebro dá o sinal de que está faltando algo no organismo, ele já dá a solução prática para esta falta química: consuma a droga. E daí por diante começa a vinculação com os estados de ânimo e atividades: para ficar feliz e me sentir à vontade tenho que beber, para rir tenho que fumar um baseado, para refletir um cigarro, para dançar um êxtase, para trabalhar e produzir a cocaína…e o vínculo psicológico se inicia. Um começo que muitas vezes tem um final bastante trágico, pois cada pessoa tem uma constituição genética e psíquica diferente da outra, uns são mais suscetíveis à dependência química do que outros.
Será que vale a pena arriscar uma vida inteira por um falso prazer que dura poucos minutos? Se você tem alguma dúvida quanto a isso, cuidado, pois você pode ser o alvo das influencias das quais falamos ou pode até ser aquele que influencia os outros, mesmo sem saber.
Daniela Efeiche Zahr é Psicóloga formada pela PUC-SP e colaboradora do site Diga Não Às Drogas
Imprimir este Post | Enviar por E-mail
ATENÇÃO: todos os textos publicados no site BRAHA.ORG têm como objetivo servir de fonte de informações técnicas e científicas para consulta e pesquisa de todos aqueles que desejam saber sobre os temas tratados.
