Redução de Danos

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Informações Interessantes, Para os Educadores, Para os Pais, Para os Profissionais de Saúde, Políticas de Drogas


Imprimir este Post  |  Enviar por E-mail

Consiste na idéia do “uso responsável” de drogas. Apresentada por seus defensores como uma alternativa aos “modelos tradicionais baseados na abstinência”, na prevenção e no tratamento à drogadicção, por considerá-los ineficazes na maioria dos casos, oferecendo ao usuário “espaço de exercício da cidadania”.

Apresenta-se como o “modelo de tratamento que reconhece os usuários de drogas como sujeitos particulares e como cidadãos, que têm direito à saúde e a um tratamento que seja realmente efetivo”. Faz crer, deste modo, que as filosofias de prevenção e tratamento baseadas na abstinência não possuem as mesmas características humanitárias. Seus defensores advogam a distribuição de kits para usuários de drogas injetáveis (seringas, agulhas, garrotes, lenços anti-sépticos, copos plásticos descartáveis e água para mistura), com o propósito declarado de “diminuir os índices de transmissão de HIV, hepatite, etc”, de kits para uso de crack e do estabelecimento pelo Estado de “salas com apoio médico” para a utilização livre de drogas, etc.

A política da R.D. reflete um princípio implícito, segundo o qual o seu objetivo não é a erradicação do uso da droga ilícita, mas a minimização do seu dano, ou seja: a redução da demanda através da integração social dos usuários de drogas.

 


REDUÇÃO DE DANOS NO BRASIL

A filosofia da Redução de Danos no Brasil tem caminhado com relativa dificuldade, apesar de seus defensores buscarem conquistar a simpatia da sociedade e o apoio dos governos. Baseiam seu discurso na necessidade de se conter o avanço de doenças como a AIDS e a hepatite; diversas ONGs têm realizado ações concernentes a essa filosofia, distribuindo seringas nas ruas, editando jornais, promovendo encontros, seminários e capacitações. O Ministério da Saúde, diante do desafio da AIDS, tem na Coordenação Nacional de DST e AIDS, uma proposta para conter o avanço da “epidemia” com base na estratégia de Redução de Danos, o que tem sido objeto de controvérsia em vários setores da área governamental.

 

 


REDUÇÃO DE DANOS NO MUNDO

A “redução de danos” teve um preço trágico onde foi aplicada. Os programas de R.D. em alguns países europeus, como Holanda, Suíça e Suécia, resultaram num dramático aumento do uso de drogas. Como conseqüência, a Suécia, por exemplo, para reverter o quadro, adotou uma severa política antidrogas, ao constatar que as leis mais brandas causaram efeito devastador na sociedade. A Holanda é apresentada como modelo internacional de liberalização. Na realidade, a descriminalização de certas drogas, propiciou um aumento do crime e do uso de drogas.

 

PERIGOS DA R.D.

  • Promove programas que mantêm a adicção;
  • Inversão do conceito de “ser contra as drogas” para “saber como usar as drogas”;
  • Disseminação de que o uso de drogas pode ser feito “com segurança”, de maneira “responsável”;
  • Indução à crença de que as estratégias da abstinência e do tratamento são ineficazes;
  • Idéia de que o uso de drogas é inerente à sociedade, tornando a adicção aceitável. Aceitar o uso de drogas como normal e propor minimizar os males a partir do uso, ao invés de eliminar ou prevenir o uso;
  • Substituição do conceito de tratamento por manutenção;
  • Idéia equivocada de que a maioria dos danos é causada pelo esforço da proibição e não pela droga em si;
  • Desvios de Recursos da Saúde e da Educação:
  • Aumento do uso de drogas, dos crimes relacionados à saúde pública, do abuso doméstico e dos custos com a saúde pública;

 

INTERESSES SUBJACENTES
  • Defesa da descriminalização do uso de drogas;
  • Utilização farmacológica da maconha sem que haja comprovação científica para isso;
  • Distribuição de metadona para usuários de opiáceos;
  • Diminuição de penas para quaisquer crimes cometidos sob o efeito de drogas.
  • Promove programas que mantêm a adicção;
  • Inversão do conceito de “ser contra as drogas” para “saber como usar as drogas”;
  • Disseminação de que o uso de drogas pode ser feito “com segurança”, de maneira “responsável”;
  • Indução à crença de que as estratégias da abstinência e do tratamento são ineficazes;
  • Idéia de que o uso de drogas é inerente à sociedade, tornando a adicção aceitável. Aceitar o uso de drogas como normal e propor minimizar os males a partir do uso, ao invés de eliminar ou prevenir o uso;
  • Substituição do conceito de tratamento por manutenção;
  • Idéia equivocada de que a maioria dos danos é causada pelo esforço da proibição e não pela droga em si;
  • Desvios de Recursos da Saúde e da Educação:
  • Aumento do uso de drogas, dos crimes relacionados à saúde pública, do abuso doméstico e dos custos com a saúde pública;

 

INTERESSES SUBJACENTES
  • Defesa da descriminalização do uso de drogas;
  • Utilização farmacológica da maconha sem que haja comprovação científica para isso;
  • Distribuição de metadona para usuários de opiáceos;
  • Diminuição de penas para quaisquer crimes cometidos sob o efeito de drogas.

 

 

Fonte: Secretaria Especial de Prevenção à Dependência Química (Prefeitura do RJ)
Site relacionado: www.rio.rj.gov.br/livre_das_drogas/


Imprimir este Post  |  Enviar por E-mail

ATENÇÃO: todos os textos publicados no site BRAHA.ORG têm como objetivo servir de fonte de informações técnicas e científicas para consulta e pesquisa de todos aqueles que desejam saber sobre os temas tratados.


Medicina & Saúde »

  • Estudo científico comprova que a maconha é ineficaz contra mal de Alzheimer e destrói neurônios
    Fev 9, 2010 | Texto completo

    Um novo estudo científico realizado com cobaias apropriadas não só demonstrou que a maconha não traz nenhum benefício no tratamento do Alzheimer, quanto confirmou que a maconha destrói neurônios. O resultado desta pesquisa põe em cheque todos os demais estudos que pretendem “comprovar” os supostos benefícios do uso de maconha por portadores de males neuropsiquiátricos.

  • Usuários consomem LSD pelo globo ocular na Espanha
    Jan 4, 2010 | Texto completo

    Segundo um relatório oficial, a técnica, que começou a ser detectada no final do ano passado, estaria sendo utilizada pelos usuários para acelerar os efeitos alucinógenos da droga, e seria mais barata que o método usual.

  • Voluntários anônimos na luta contra as drogas
    Dez 4, 2009 | Texto completo

    O adicto é uma pessoa que não tem condições de lutar sozinho contra o vício, precisa do apoio da família. O adicto não faz as coisas ruins porque quer, mas porque não tem forças para superar essas barreiras. Então, o principal recado que passo aos familiares é que eles devem ter serenidade sempre.

Políticas de Drogas »

  • Crack exige novas estratégias policiais
    Dez 14, 2009 | Texto completo

    O desafio dos policiais é flagrar os criminosos com quantidade suficiente de droga que caracterize o tráfico. Caso contrário, serão enquadrados como usuários, garantia de liberdade.

  • Rio: menores usuários de drogas terão internação obrigatória
    Out 27, 2009 | Texto completo

    Com a inauguração de três novos centros de recuperação de dependentes químicos mantidos pela prefeitura, a Justiça do Rio poderá determinar que menores usuários de drogas, principalmente de crack, fiquem internados mesmo contra a vontade deles próprios ou das famílias. Levada a cabo, a parceria entre os poderes Executivo e Judiciário poderá reverter um quadro, até o momento, de passividade das autoridades.

  • Opinião: Políticas sobre drogas
    Out 7, 2009 | Texto completo

    Como se preparar para responder ao surgimento de substâncias psicoativas cada vez mais diversificadas e com efeitos cada vez mais potentes? Essas mudanças fazem com que o debate em torno das políticas sobre drogas fique ainda mais complexo.

Cultura do Meio Ambiente »

  • Bitucas causam dano ambiental
    Jan 13, 2010 | Texto completo

    Um estudo coordenado pelo biólogo Aristides Almeida Rocha, professor aposentado da Fa­­culdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), e pelo advogado e jornalista Mário Albanese, presidente da Associa­ção de Defesa da Saúde dos Fu­­mantes, mostra que duas guimbas de cigarro geram a mesma quantidade de poluição produzida por um litro de esgoto.

  • ‘Tapetes-puzzles’ contêm químicos perigosos
    Dez 7, 2009 | Texto completo

    Este material, idêntico ao dos pisos desportivos, é suave e amortece as quedas. Parece o brinquedo ideal, mas uma pesquisa da Teste Saúde mostra que pode ser prejudicial, por conter químicos nocivos, como os solventes formamida, acetofenona, amoníaco, 2-fenil-2-propanol.

  • Drogas causam 20% dos acidentes de trabalho no mundo, diz OIT
    Nov 24, 2009 | Texto completo

    O estudo divulgado na palestra “Consumo de drogas, álcool e medicamentos no trabalho”, indica que os setores profissionais com as maiores taxas de acidentes são os de relações públicas, comércio e construção, e se baseia na investigação de 38 empresas dos Estados Unidos, Europa e Ásia durante os últimos cinco anos.