Agonia ou Êxtase?

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Atualidades, Informações Interessantes


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ÊXTASE é o nome dado ao metileno-dioxi-metanfetamina (MDMA). Produzida sinteticamente, é uma droga com intensa atividade psicotrópica e vendida de forma ilícita como comprimidos de forma e cor variáveis. Normalmente, em sua forma pura, é um pó branco cristalino e usualmente vendido como drágeas ou em cápsulas.

Custo em média de 20 a 30 dólares por comprimido e é ilegal na maioria dos países. Pertence à classe das feniletilaminas, da qual fazem parte as anfetaminas, a adrenalina, a dopamina e a mescalina. Outros derivados sintéticos da anfetamina, como a efedrina, são vendidos livrementes nas farmácias, em descongestionantes nasais, inibidores de apetite, entre outros.

 

Potencialização os sistemas nervosos central e periférico, devido ao aumento na produção do neurotransmissor acetilcolina. Neurotransmissores são moléculas que transmitem sinais químicos entre os neurônios. Mas os principais efeitos mentais que o MDMA provoca devem-se a sua interferência no sistema serotonina (ou 5-HT). É o mesmo sítio ativado por drogas psicodélicas.

 

Sabe-se que o MDMA aumenta a biodisponibilidade do 5-HT, por dificultar a sua recaptação e estimular a sua liberação pelos neurônios pré-sinápticos. O 5-HT está associado a vários fatores no cérebro, como o sono, sonho, humor, euforia, percepção sensorial, etc.

 

O MDMA provoca uma liberação massiva de 5-HT e, por isso, apresenta um forte efeito sobre o humor. Após algum tempo, o estoque de 5-HT vai acabando e a biossíntese não atende mais à demanda. Chega-se ao estado de depressão e esgotamento, que ocorre entre 6 a 8 horas após a ingestão da droga.

 

Efeitos no organismo: variam desde o estímulo até o relax. O consumo durante um período prolongado leva a perdas de memória. Pesquisadores da Universidade de Toronto estudaram a capacidade de memória de 15 consumidores regulares da droga, com idade entre 17 e 31 anos, que tomam ecstasy, em média, 2,4 vezes por mês. Num período de um ano, os resultados mostraram uma diminuição das faculdades associadas à memória.

 

Possui componentes estimulantes e modifica as percepções, embora sem provocar alucinações muito fortes. Além disso, exerce efeitos sobre o hipocampo, uma parte do cérebro associada ao aprendizado e à consolidação da memória.

 

Potencializa os estímulos sensoriais; por isso, nas raves, os usuários encontram um ambiente perfeito, cheio de música e luzes. Na psiquiatria, o MDMA era utilizado para surtir os mesmos efeitos que, hoje, são causados pelo Prozac (fluoxetina), conhecida como a droga da felicidade. As pessoas ficam eufóricas, agitadas, mais emotivas e pré-dispostas ao carinho, toque e sexo.

 

Efeitos desconfortáveis relatados: cólicas, vômito e paranóias. Algumas pessoas ficam deprimidas nos dias posteriores a ingestão da droga. Entretanto, um dos piores e mais perigosos efeitos colaterais causados pelo ecstasy é a súbita elevação da temperatura corpórea (hipertermia). Isto pode causar uma desidratação profunda e, em alguns casos, levar à morte. Nas raves, os usuários costumam ingerir litros de água, tentando resfriar e hidratar o corpo. Embora não muito prejudicial a curto prazo, o MDMA apresenta sérios problemas a longo prazo. Um deles é a diminuição do peso do usuário, uma vez que inibe o apetite e provoca um grande desgaste calórico. Existem vários artigos que evidenciam, também, a relação entre o uso do MDMA e distúrbios cardio-vasculares.

 

Fontes:
Folha Online 09/04/2001
(Ecstasy encurta a memória de usuários, diz estudo - France Presse, em Saint Paul - EUA);

Revista eletrônica do Departamento de Química
(http://www.quimica.matrix.com.br/artigos/ecstasy.html)


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