A ansiedade causada pelo cigarro

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Medicina & Saúde, Álcool e Tabaco


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Fumantes que resolvem abandonar o vício, sempre sentem as primeiras “dores” na consciência uma hora depois do último cigarro consumido.

Pesquisas já identificaram, hoje, os circuitos cerebrais que desencadeiam tal ansiedade, e que devem oferecer novas rotas para combater a adicção…

Fumantes que resolvem abandonar o vício, sempre sentem as primeiras “dores” na consciência uma hora depois do último cigarro consumido.

Pesquisas já identificaram, hoje, os circuitos cerebrais que desencadeiam tal ansiedade, e que devem oferecer novas rotas para combater a adicção.

Um pulmão cheio de fumaça inunda as células do cérebro com nicotina, causando a liberação de dopamina. Em segundos, as mesmas células se tornam insensíveis à nicotina. O que ainda não foi esclarecido pelos pesquisadores é o por que dos fumantes desfrutarem de umcigarro inteiro.

“A nicotina influencia outros circuitos cerebrais que se sintonizam bem com a liberação de dopamina”, diz Daniel McGehee e sua equipe, da Universidade de Chicago em Illinois. Em particular, uma dose de nicotina “desliga” um circuito por mais ou menos uma hora, dependendo do indivíduo, fazendo com que as células parem de liberar dopamina.

A queda de dopamina, quando esses circuitos são reiniciados, fazem com que o fumante retorne ao maço e o ciclo de ansiedade caracterize o processo de adicção à nicotina.

Uma química que fizesse esse mecanismo de altos e baixos cessar poderia controlar a ansiedade e consequentemente a recompensa por fumar. “A pessoa pararia de fumar por uma boa sensação”, diz McGehee.

Fumantes desafiam a regra da “uma hora”. Para eles o ato de fumar se torna uma adicção, pensa David Belfour, que estuda a adicção por nicotina na Universidade de Dundee, no Reino Unido.

A nicotina atinge as moléculas receptivas nos nervos cerebrais e as ativa. Cada tipo de célula nervosa carrega uma diferente versão do receptor que responde de forma diferente à droga. McGehee identificou dois circuitos distintos que ajustam as respostas das células que liberam dopamina.

Quando a nicotina chega ao cérebro, um circuito inicia a atividade de liberação de dopamina pelas células nervosas. O segundo circuito normalmente inibe estas células, “desligando-as”. Juntos, esses dois efeitos produzem o “estímulo do cigarro”. Isto esvazia o equilíbrio da excitação dos neurônios da dopamina, explica McGehee.

Na verdade é preciso medir as coisas pelos resultados, pelos fatos, e não através de discursos. Esses jovens tornaram-se bem sucedidos graças a seu esforço, à sua determinação, à sua vontade de dar certo na vida profissional. Eles primeiro tiveram sucesso, depois conheceram as drogas. Aliás, antes disso não teriam tido nem mesmo o dinheiro para consumi-las. O fato não é que eles deram certo graças à cocaína. Nem apesar da cocaína. Já eram pessoas de destaque antes de a cocaína ter entrado em suas vidas. A partir daí, podem ter se sustentado por algum tempo nas boas posições que tinham, apesar da droga. Mas de certo ponto em diante começaram a cair. Uns perceberam a “fria” na qual tinham entrado e se afastaram definitivamente da cocaína; tiveram força para isso; conseguiram retomar suas vidas profissionais. Outros, envolvidos com a droga de uma forma mais profunda, mais difícil de se livrar, com maior dependência, arruinaram-se profissional, social, sentimental e humanamente. Eram ganhadores e se tornaram perdedores devido ao efeito maléfico da cocaína.

Trecho do livro “Drogas Opção de Perdedor” - de Flávio Gikovate

Fonte: Site Diga Não às Drogas
Site relacionado: www.diganaoasdrogas.com.br


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