Abuso de drogas: Dependência química preocupa médicos

7 Outubro 2008  |  Publicado por Editor BRAHA em Álcool e Tabaco


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O alcoolismo, doença caracterizada pela dependência física ou psicológica de bebidas alcoólicas, foi um dos temas mais discutidos na semana em que várias atividades lembraram o Dia Mundial da Saúde.

 

O assunto se torna mais preocupante, em virtude da Secretaria Nacional Antidrogas Senad e o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas entrevistar 48.155 jovens de todo o País, na faixa etária até os 18 anos, e ouvir de 81% deles que já haviam experimentado algum tipo de bebida alcoólica. Outra pesquisa, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura - Unesco, apurou que 34,8% dos estudantes brasileiros, dos Ensinos Fundamental e Médio, consomem álcool.

 

O Psiquiatra Marcos José Andrade Simões, médico especializado em dependência química, afirmou que o alcoolismo é uma doença que desenvolve o mecanismo de tolerância do álcool, levando o individuo a beber muito mais até se alcoolizar. O doente crônico, por exemplo, ingere muita bebida em decorrência do efeito das enzimas, do metabolismo do álcool serem mais rápidos em seu organismo do que naquelas pessoas que não bebem. “Se este indivíduo pára de beber, quando retorna ao consumo volta de onde parou, a tolerância fica maior”, observou.

 

O que é mais grave, quando a pessoa para por conta própria, são os sintomas de abstinência, como insônia, pesadelos, tremores, diarréia e delírios (alucinações). No entanto, a bebida alcoólica é ingerida novamente, os sintomas relatados desaparecem. “Esse tipo de paciente não se trata sem o uso de remédios, tem que tomar os medicamentos necessários para evitar o quadro. Nessa fase do alcoolismo a única alternativa é o tratamento em clínica, internado, para que seja feita a desintoxicação alcoólica”, afirmou Marcos Andrade.

 

No caso dos adolescentes e jovens que tomam bebidas alcoólicas e não apresentam sintomas de abstinência como dor de cabeça, mal-estar ou tontura, Marcos Andrade garantiu que, mesmo assim, existe uma pré-disposição destes indivíduos se tornarem dependentes. “O alcoolismo é uma doença progressiva, incurável e com terminação fatal”, sentenciou, acrescentando, que chegou a cuidar de um paciente de oito anos de idade que tinha cirrose.

 

Fonte: www.antidrogas.com.br


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